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Metal Generation

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Curso de Corte Costura parte 03


3 – RELAÇÃO TECIDO, AGULHA, LINHA E PONTO
Para obter os melhores resultados, escolha sempre uma agulha de número e ponta adequados ao tecido. A agulha mais fina é de nº 9 e a mais grossa é de nº 18. Quanto mais leve o tecido, e mais fina a linha, mais fina deverá ser a agulha. Você deve ter em mente que cada máquina de costura tem o seu tipo específico de agulha, portanto, antes de colocar a agulha procure ter certeza de que esta é adequada à máquina. Existem também agulhas duplas ou triplas, para fazer costuras decorativas.

Partes da agulha:

  • Tronco ou cabo: é a parte superior da agulha;
  • Lâmina ou haste: trata-se do corpo da agulha;
  • Concavidade: é a reentrância que há por trás do fundo da agulha. Serve parafacilitar a passagem da linha;
  • Buraco ou fundo: está situado imediatamente acima da ponta;
  • Ponta: é a parte que penetra no tecido, formando a costura;
  • Fresado: é uma ranhura que há em um dos lados do tronco, para facilitar o desdize da linha, sendo portanto, o lado pelo qual a linha deve ser enfiada.
Tipos de pontas:
  • ponta fina: utilizada mais freqüentemente, é a agulha “comum”. É indicada para todos os tipos de tecidos.
  • ponta arredondada: é especialmente indicada para costurar todos os tipos de malhas, pois não rompe os fios de elastano . Também pode ser utilizada em tecidos finos e delicados.
  • ponta facetada: esta agulha é indicada para costurar couro e materiais vinílicos.
O quadro abaixo tem as indicações de agulhas, linhas e comprimento de pontos adequados aos vários tipos de tecidos:
Peso e tipo de tecido
Linha
Comprimento do ponto
Agulha
Tipo
Tamanho
Delicado – tule, chiffon, renda fina, organza, veludo de seda.
Linha fina de poliéster, náilon ou algodão.
1 – 1,5
2020
15 x 1
9
Leve – cambraia, organdi, voal, tafetá, crepe, veludo de seda, plástico fino, cetim, seda macia, palha de seda, shantung, brocado.
Poliéster misto com algodão
100% poliéster
Algodão mercerizado 50
Náilon “A”
Seda “A”
1 – 1,5
2020
15 x 1
11
Médio – algodão leve, linho, madras, percal, pique, chitz de linho, faile, veludo cotelê fino, veludo de algodão, casimira, vinil, tecidos de veludo, lã fina, sarja.
Poliéster misto com algodão
100% poliéster
Algodão mercerizado 60
Algodão 60
Seda “A”
1,5 – 2
2020
15 x 1
14
Médio-pesado –gabardine, tweed, lona, linha ou algodão grosso, sarja de Nîmes, tecidos para casacos, tecidos de cortinas, vinil, tecidos reforçados, algodão cotelê, tecido trama fechada.
Poliéster misto com algodão
100% poliéster
Algodão mercerizado grosso
Algodão 40 a 60
1,5 – 2
2020
15 x 1
16
Pesado – tecidos para sobretudo, tecidos de estofamento, lona grossa.
Poliéster misto com algodão
Algodão mercerizado grosso
Algodão 40
3 – 4
2020
15 x 1
18
Malhas e tecidos elásticos – malhas duplas, malhas fechadas, spandex, tricô de náilon, tricô oleado, jérsei, pelúcia aveludada, veludo tipo helanca.
Poliéster misto com algodão
100% poliéster
Náilon “A”
Algodão mercerizado 50
Seda “A”
2,5 – 3
2045
Ponta redonda (faixa amarela)
14
Couros – camurça, pelica, couro verniz, cobra, couros forrados, couros naturais e couros sintéticos.
Poliéster misto com algodão
100% poliéster
Algodão mercerizado 50
Náilon “A”
Seda “A”
2,5 – 3
2020 15 x 1
Ponta facetada
11
14
16
Fonte: O novo livro da costura SINGER
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Curso de Corte Costura parte 04

4 – RISCO E CORTE
Esta etapa é uma das mais delicadas na confecção de uma peça de vestuário, pois se deve proceder minuciosamente no risco e no corte das partes do molde, para que estas realmente se encaixem na montagem. Quando o molde é mal cortado, dificilmente a peça cairá bem e seria muito complicado fazer correções.
Como utilizar as peças do molde


  1. Reúna todas as partes necessárias ao modelo;
  2. Verifique quantas vezes deverá cortar cada peça;
  3. Se as peças do molde estiverem muito amarrotadas, passe-as a ferro;
  4. Prenda as peças do molde ao tecido com alfinetes ou alinhavos.
Como prender o molde ao tecido
  1. Comece a prender os alfinetes sempre partindo da dobra do tecido, passando depois para os cantos e depois para as bordas;
  2. Os alfinetes devem ser pregados diagonalmente nos cantos e perpendicularmente às beiradas, com as pontas para fora do molde;
  3. Utilize apenas os alfinetes necessários, exceto em tecidos maleáveis e escorregadios;
  4. Estude a posição de todas as peças do molde antes mesmo de riscar;
  5. Depois que fizer o risco, siga-o rigorosamente.
Processos de marcação
A marcação consiste em transferir as indicações do molde para o tecido. Deve-se marcar as linhas de costura, as pences, os pontos de encontro, as partes que serão dobradas, etc. As marcações podem ser feitas com carbono e carretilha, ou giz.
Para marcar com carretilha e papel carbono, coloque o papel carbono sobre o avesso do tecido e por cima deste o molde correspondente. Em seguida passe a carretilha seguindo todas as marcações contidas no molde, para reproduzi-las no tecido. Esteprocesso de marcação é aconselhável para tecidos lisos e opacos.
Para marcar com giz, uma o tecido à parte do molde correspondente, em seguida, espete alfinetes por cima de cada marcação. Faça as marcações com o giz seguindo o caminho dos alfinetes. Este método é aconselhável para tecidos mais delicados ou multicoloridos, onde a marca do carbono não seria muito visível.


Como cortar
Antes de cortar certifique-se se é necessário dobrar o tecido. Em caso afirmativo, isto deve ser feito com o máximo de precisão, unindo as ourelas perfeitamente, prendendo-as com alfinetes. Verifique também se há alguma falha de fabricação no tecido, para não cortar uma das partes do molde neste local. Lembre-se de sempre dobrar o tecido unindo direito com direito.
Para cortar o tecido perfeitamente, mantenha o tecido bem esticado sobre uma superfície lisa adequada para o corte e siga as orientações alistadas abaixo:
  1. Utilize uma tesoura adequada para este fim. Verifique sempre se as lâminas estão bem afiadas, para que estas não “mastiguem” o tecido. Tenha cuidado para não prender os alfinetes entre as lâminas da tesoura, ao cortar, pois isso prejudica as mesmas;
  2. Durante o corte segure o molde com uma das mãos, para que este não saia do lugar;
  3. Não levante o tecido da superfície em que ele se encontra enquanto estiver cortando;
  4. Corte junto às margens do molde, com golpes longos e firmes nas partes mais retas e golpes curtos nas partes curvas e nos cantos;
  5. Deixe a tesoura deslizar livremente, tendo o cuidado para não cortar o molde, pois além de danificá-lo, poderá haver uma alteração na margem de costura.
PASSAR A FERRO
No processo de montagem de uma peça de vestuário, é muito importante passar a ferro à medida que se costura. Pode ser uma coisa dispensável, porém, isto irá garantir o bom caimento da peça e evitará qualquer defeito de montagem. Para isso, deve-se ter alguns cuidados:
  1. Sempre faça um teste com um retalho do tecido antes de passar a peça;
  2. Retire alfinetes e alinhavos antes de passar a ferro, pois os alfinetes estragam o tecido e a chapa do ferro e os alinhavos podem deixar marcas. Se necessitar passar a peça o com alinhavo, use linha bem fina e alinhavos diagonais;
  3. Passe sempre pelo lado avesso;
  4. Use um pano de passar entre o ferro e o tecido a ser passado. O tipo de pano de passar irá depender do tipo de tecido a ser passado. Os únicos tecidos que dispensam este cuidado são o algodão puro e o linho;
  5. Faça o mínimo de pressão no ferro e acompanhe o sentido do fio do tecido ao passa-lo;
  6. Os detalhes que devem sempre ser passados a ferro são: costuras, pences, pregas, bolsos, golas, mangas, acabamentos de decotes, etc. Ou seja, deve-se passar a peça praticamente em todas as operações de montagem.
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Curso de Corte Costura parte 05



5 - ACABAMENTOS FINOS MANUAIS
Escolha uma agulha que seja adequada ao tecido. Para fazer os pontos a seguir, prefira agulhas mais finas e curtas para pontos pequenos, e mais longas para alinhavos. Costure com linha relativamente curta, de 45 a 60 cm para costuras definitivas. Para os alinhavos, pode ser usada uma linha maior. A linha só deverá ser dobrada para pregar botões e colchetes. Para alinhavar e fazer marcações, utiliza-se linhas de cores claras, que façam um certo contraste no tecido. As linhas muito escuras podem deixar marcas no tecido. A seguir, estão os mais utilizados pontos à mão.
BAINHAS
Para fazer bainhas viradas, dobre na altura desejada, marque e pregue os alfinetes perpendicularmente à dobra, passando um alinhavo, não esquecendo de que a bainha deve ter uma altura uniforme. Passe a bainha a ferro e costure com um dos pontos de bainha. A seguir, estão os pontos mais utilizados para fazer bainhas à mão. De acordo com o tecido, deve-se escolher o ponto que mais se aplica ao resultado desejado para a peça.


Bainha dobrada com ponto espinha de peixe: indicada para peças de tecidos médiosa pesados sem forro e que desfiam muito.
Bainha debruada com ponto espinha de peixe: indicada para peças de tecidos médios a pesados sem forro, quando a peça não tem corte reto.
Bainha com ponto Invisível: este ponto é simples e rápido, executado por dentro, indicado para tecidos leves.
Bainha com ponto clássico: é bastante prático, porém menos resistente, indicado para peças delicadas.

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Curso de Corte Costura parte 06

6- ACABAMENTOS FINOS À MÁQUINA
COSTURAS ABERTAS


Costura com borda rebatida: este acabamento é indicado para tecidos leves e de peso médio, em peças que não levam forros.
Costura debruada com viés: indicada para uma peça em tecido médio ou pesado que não seja forrada.
COSTURAS FECHADAS
Costura francesa: indicada para tecidos transparentes nos quais as costuras são visíveis do lado de exterior da peça.
Costura tombada: esta costura é útil para reforçar e dar mais resistência a uma parte da peça.
Sobrecostura: esta costura é muito resistente e proporciona durabilidade à peça.
Costura debruada em si mesma:  esta costura dispensa qualquer acabamento e dá melhor resultado em tecidos leves que não desfiem facilmente.
Costura debruada com viés: indicada para uma peça em tecido médio ou pesado que não seja forrada.
BAINHAS
As bainhas à máquina são mais práticas e rápidas, proporcionando também muita resistência. Por outro lado podem não cair tão bem em uma peça mais social, por dar um aspecto mais informal à roupa. Abaixo estão apenas alguns dos tipos de bainhas feitas à máquina. Além destes, também há bainhas coladas, reforçadas, debruadas, etc. Para saber mais, você pode consultar um dos livros da bibliografia indicada.
Bainhas com ponto invisível: arremate resistente e relativamente discreto é uma alternativa para peças mais delicadas. Só é possível fazer em máquinas que dispõem deste tipo de ponto.
Bainha em rolinho: é uma bainha delicada e estreita indicada para tecidos delicados.
Bainha simples: é uma bainha comum, indicada para tecidos médios ou pesados.
Bainha postiça: esta bainha é indicada para peças que não têm um corte reto e não é possível dobrar a borda.



CASAS
As casas de botão podem ser verticais ou horizontais. O comprimento da casas deve ser igual ao diâmetro do botão, mais a sua espessura. As casas podem ser debruadas ou bordadas à máquina.
Casa debruada: este tipo de casa é indicado para tecidos leves e de peso médio que não desfiam e que vincam bem.
Casa bordada à máquina: é o tipo mais comum de casa, indicada para a maioria dos tecidos.

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Curso de Corte Costura parte 07

7- PRINCÍPIOS DE COMPOSIÇÃO DO VESTUÁRIO

Para trabalhar com roupas mais elaboradas é importante conhecer os princípios de composição do vestuário. Neste nicho de mercado, este tipo de peça é desenvolvido para clientes específicos que estão dispostos a pagar um preço mais elevado para ter uma roupa mais personalizada. Por isso, quem vai atender este cliente deve levar em consideração uma série de aspectos antes de fazer o projeto de uma roupa.
Estas regras não precisam necessariamente ser seguidas a risca, porém, é bom lembrar que em algumas ocasiões, não raro, há uma exigência de traje a rigor, muitas vezes expressa no próprio convite do evento. Cabe ao estilista usar a sua criatividadepara elaborar peças interessantes dentro da realidade de sua clientela.



Os princípios da composição do vestuário levam em conta os seguintes aspectos:
PROPORÇÃO – significa manter as relações coerentes de dimensão das peças que comporão o “look”.
HARMONIA – tornar um “look” harmônico é fazer com que este tenha um aspecto visual agradável.
OCASIÃO – as ocasiões estão classificadas em:
  • Esporte: é o mais simples e informal. Mulheres: calças leves, camisetas coloridas, vestidos de tecidos leves, bermudas, sandálias, etc. Homens: calças de brim, camisas pólo e de manga curta, jeans, sandálias. (não é considerado na disciplina de Técnicas de Montagem III)
  • Passeio (esporte fino/tenue de ville): este tipo de traje requer um pouco de formalidade as principais ocasiões são: vernissagens, almoços, conferencias, etc. Mulheres: pantalonas, túnicas, tailleur, bolsas pequenas e salto alto. Homens: ternos com gravata, mocassins.
  • Passeio completo ou social: é um traje formal, as principais ocasiões são festas e recepções. Mulheres: conjuntos de crepe tailleurs de seda, vestidos finos, salto alto, meias finas e bolsas pequenas. Homens: terno padrão de cor escura, camisa social, gravata e sapato preto.
  • Black-tie (tênue de soirée): é o traje mais chique, noite de gala, com glamour e requinte. Mulheres: vestidos longos, sofisticados, com bordados e tecidos nobres, saltos alto, meias finas, carteiras e bolsas pequenas, e uso de jóias. Homens: smoking, camisa branca, gravata borboleta e faixa preta na cintura, sapato liso com verniz. Festas ao ar livre: smoking branco.
ETIQUETA NO VESTIR
Trajes Masculinos
Esporte: camisa sem gravata ou suéter de malha.
Esporte Completo: acrescenta-se o blazer ou paletó esportivo
acompanhado de gravata esporte.
Passeio Completo: terno padrão único para homens mais formais.
Recepção: terno escuro, camisa branca, gravata discreta. Rapazes ou
homens jovens que queiram sair mais descontraídos tendem a abolir a
gravata, usando camisa lisa e camiseta branca.
Para Entrevistas: opte por roupas sóbrias, não usando e nem
misturando cores vivas. O sapato deve combinar com o cinto, e nunca use
meias claras com calças escuras.
Trajes femininos
Esporte: calça comprida, bermuda. Saia e blusa. Não se deve usar este
tipo de roupa em cerimônias oficiais.
Esporte Completo: são os tailleurs, vestidos e chemisier.
Passeio Completo: usa-se vestido, tailleur, sapato scarpin; pode
acompanhar uma bolsa pequena combinando com o sapato e/ou cinto.
Recepção: o traje de recepção é feito por vestidos de deux pièces
(saia/blusa, ou tailleur) em tecidos nobres.
Para entrevistas: evite roupas decoradas ou curtas, prefira roupas
sóbrias e discretas; evite as roupas de tecidos transparentes ou muito justas.


TIPO FÍSICO
Além da ocasião em que a roupa será usada, deve-se levar também em consideração o tipo físico ou biótipo do cliente a fim de fazer com que a roupa lhe caia bem. Os principais biótipos são:
  • Longilineo: é o tipo manequim, pouco busto, pouco quadril, pernas alongadas e estatura acima de 1,64m, geralmente todas as peças de roupas caem bem.
  • Mini-longilíneo: as mesmas características do longilineo, apenas com estatura inferior. Deve tomar o cuidado apenas de não usar comprimentos muito longos para não achatar a silhueta.
  • Triangular: pouco busto, ombros estreitos, quadris largos, deve usar roupas que proporcione volume ao busto e não usar peças inferiores volumosas.
  • Triangular invertido: contrario ao triangular, ombros largos, busto volumoso e quadris estreitos, valorizar o busto e procurar usar roupas que dêem mais volume aos quadris.
  • Quadrado: ombros e quadris da mesma largura, cintura não muito definida, estatura mediana, não deve usar roupas muito justas.
  • Forte: muito parecida com o quadrado, porém mais alto.

Curso de Corte Costura parte 08


8. COMO RECONHECER O TIPO DE SILHUETA
A silhueta varia de pessoa para pessoa. A estatura é uma das indicações do tipo de silhueta, juntamente com o comprimento do tronco e a localização da linha do busto, da cintura e do quadril.
COMO ADEQUAR O MODELO AO TIPO DE SILHUETA
Para favorecer a silhueta, além de escolher o tecido mais adequado, devemos atentar para quatro elementos básicos: a linha, o detalhe, a textura e a cor. Cada um destes tem o poder de criar ilusões, porém, para tirar partido destes efeitos, é necessária uma análise realista do tipo de figura e decidir que características podem ser realçadas ou disfarçadas.
As linhas principais de uma peça de vestuário são aquelas que formam a silhueta ou linha de contorno. Podemos distinguir quatro tipos de formas: justo, semijusto, ligeiramente solto e solto. Uma peça justa ao corpo realça os contornos, enquanto que quanto mais solta a roupa, mais despercebida ficará a forma do corpo. Na elaboração de modelos sob medida, deve-se procurar o equilíbrio e a harmonia – a relação esteticamente agradável entre todos os elementos.




LINHAS ESTRUTURAIS
As linhas interiores de uma peça podem conferir uma nova dimensão à silhueta. Cada tipo de linha influencia de modo particular uma figura. Os nossos olhos tendem a se mover numa determinada direção – da esquerda para a direita e de cima para baixo. Existem alguns princípios gerais quanto à utilização das linhas:
  1. Quanto mais longa, mais larga e mais repetida for a linha, maior será a sua influência;
  2. As dobras de tecido (pregas, franzidos, drapejados) criam linhas e aumentam o volume;
  3. Quanto mais linhas existirem no padrão do tecido, menos detalhes deverão ter a peça de roupa.
  • Linhas verticais – Criam uma ilusão de altura e aspecto esguio. Porém, quando repetidas a intervalos regulares, podem dar à figura um aspecto mais largo e mais baixo, pois os olhos são atraídos de um lado para o outro.
  • Linhas horizontais – Têm a tendência para cortar a altura, especialmente quando dividem a figura ao maio. Mas uma linha horizontal colocada acima ou abaixo da linha média realça a zona menor, parecendo alongar visualmente a maior.
  • Linhas em diagonal – Podem contribuir para aumentar a altura ou a largura, conforme o seu comprimento e ângulo. Uma diagonal longa cria uma ilusão de maior largura.
  • Linhas curvas – Criam os mesmos efeitos que as linhas retas de localização semelhante, embora de uma forma mais sutil. O efeito visual é mais suave. Uma linha curva produz sempre um efeito de arredondamento e de maior corpulência.
DETALHES
Detalhes como mangas, golas, decotes e bolsos podem ter muita importância. A sua correta localização é que fará a harmonia da peça. Podem ter as seguintes finalidades:
  1. Acentuar uma silhueta. Por exemplo, mangas sino em um vestido trapézio.
  2. Dar realce a uma peça de vestuário simples.
  3. Tornar prática uma peça de vestuário formal.
  4. Despertar a atenção para uma característica interessante ou desviar a atenção de uma característica menos atraente.

COR E TEXTURA

Em geral as cores quentes, intensas e claras “avançam”, fazendo a figura parecer maior e as cores frias, discretas e escuras “recuam” fazendo-a parecer mais esguia.
A textura afeta igualmente de forma decisiva as dimensões da figura. As características descritas como textura podem ser o brilho ou a opacidade, o toque áspero ou macio, a rigidez ou maleabilidade, o peso e encorpamento que determinamo caimento do tecido.
As texturas granulosas e felpudas são mais volumosas e dão um aspecto mais pesado à figura. Um tecido rígido pode fazer a figura parecer maior, por outro lado, uma tecido maleável adere mais ao corpo e pode fazer parecer menor. As cores são divididas em quatro grupos principais:
  • Cores quentes: aquelas que conseguem provocar um efeito vibrante. Amarelo, vermelho, laranja. São muito usadas nas coleções primavera-verão, pois dão um clima de alegria e descontração. Porém, devem ser usadas com moderação.
  • Cores frias: provocam um efeito de calma e tranqüilidade. Verde, azul. São muito usadas para roupas mais sóbrias e clássicas.
  • Cores neutras: têm pouca intensidade. Bege, cinza, preto. São usadas para atenuar o efeito provocativo das cores quentes.
  • Tons pasteis: as cores em seu tom mais suave, mais claro. São usadas quando a intenção é dar um clima de romantismo e inocência.
QUADRO DE COMBINAÇÕES HARMÔNICAS DE CORES
Cor
Atenuado
Enriquecido
Vermelho
Verde
Azul
Laranja
Amarelo
Cinza, Bege, Branco, Preto
Cinza, Bege, Branco, Preto
Bege, Areia, Branco, Preto
Cinza, Branco, Preto
Cinza, Branco, Preto
Verde
Vermelho
Laranja
Azul
Violeta
PROPORÇÃO
As relações entre as diferentes partes de um determinado modelo designam-se proporções. Estas partes podem ser definidas pelas linhas estruturais ou resultar da forma como são utilizadas a cor e a textura. O ideal é que as proporções estejam em harmonia entre si e em relação à figura.
  1. Motivos maiores (estampas e padrões) são indicados para uma figura mais volumosa;
  2. Estampas e padrões grandes podem ser harmonizados se tiverem corem suaves;
  3. Grandes zonas de cores contrastantes dividem a figura horizontalmente no ponto em que as cores diferentes se encontram. A utilização de uma só cor ou de tons aproximados dá a ilusão de uma figura mais esguia;
  4. Os detalhes devem estar em proporção com a figura e a roupa. Por exemplo, quem tiver pouca estatura poderá aparentar muito volume na parte superior do corpo se usar uma gola muito grande. Uma pessoa muito alta com uma gola muito pequena pode parecer desproporcional.